Terminou o ano do futebol brasileiro. E terminou com o Corinthians levantando a taça da Copa do Brasil. O Corinthians é tetracampeão. E não perde mais.
No início da competição, pouca gente apontava o Corinthians como favorito. Eu mesmo estava entre os que não colocavam o clube no topo das apostas. Mas o futebol é construído jogo a jogo. As rodadas foram passando, os confrontos foram acontecendo, e o Corinthians foi crescendo no momento certo.
Na semifinal, eliminou o Cruzeiro, que vinha jogando muita bola. Na grande decisão, entrou no Maracanã para enfrentar o Vasco e mostrou maturidade, equilíbrio e força coletiva. Ao longo de toda a campanha, o Corinthians sofreu apenas uma derrota e tomou somente três gols. Um número que traduz organização, competitividade e consistência.
O desempenho individual também foi determinante. O goleiro Hugo teve papel fundamental. Mateusinho cresceu durante a competição. Bidon jogou muita bola no meio-campo, dando dinâmica e intensidade ao time. Na frente, o talento de Memphis Depay, a presença de Yuri Alberto e, fora das quatro linhas, a figura decisiva de Dorival Júnior no banco de reservas.
Dorival precisou de um tempo para entender esse Corinthians. Para encontrar as melhores soluções e, talvez, para compreender o peso de ser técnico do clube. Quando isso aconteceu, o time deu um salto enorme de rendimento. Dorival cresceu muito e foi peça-chave nessa campanha histórica. Com o título, ele se junta a Felipão como um dos maiores vencedores da Copa do Brasil como treinador.
Tudo isso ganha ainda mais valor quando se olha para o contexto fora de campo. O Corinthians viveu um ano complicadíssimo. Escândalos, investigações, Ministério Público, problemas administrativos e até salários atrasados. Em meio a esse cenário, Dorival teve a capacidade de blindar o elenco e manter o foco no futebol. Não é pouca coisa.
O torcedor corintiano tem muitos motivos para comemorar. O clube venceu o Campeonato Paulista e venceu a Copa do Brasil. Um ano vencedor.
Quando se compara com o maior rival, o contraste chama atenção. O Palmeiras, com mais investimento, um ambiente mais tranquilo e um elenco individualmente superior, não conquistou títulos. E aí voltamos àquela velha constatação: Corinthians é Corinthians. Quando o Corinthians cresce junto com a sua torcida, deixa de lado a técnica, deixa de lado até a organização e, como vimos neste ano, deixa de lado até os problemas externos.
Não deveria ser assim. Um Corinthians forte e organizado fora de campo teria potencial para disputar títulos e finais de forma constante, como Flamengo e Palmeiras vêm fazendo nos últimos cinco ou seis anos. Mas, ainda assim, a força da camisa e da torcida falou mais alto.
Parabéns, torcedor corintiano.
Parabéns, Corinthians.
Tetracampeão da Copa do Brasil.